Tuesday, November 21, 2006

A parte mais difícil de se gostar de alguém, é resistir ao desconhecido. Será que sim, será que não… não sei o que pensas, tão pouco o que sentes. A felicidade é apenas um estado de espírito que se deseja contínuo, uma conjugação de momentos que nos deixa a sorrir quando lágrimas nos rostos alheios abundam. Vozes ecoam alertas ao sofrimento pelo desconhecido. Ainda assim continuo… Desconheço os sentimentos, os olhares e os sorrisos verdadeiros de quem me tocou o sino do inesperado, a sensação única de incerteza, de querer algo, que não conheço. Não posso, não quero e racionalmente, não sinto, a verdade da conjugação do verbo amar. A menos que ame o desconhecido, e assim, o amor, perde todo o valor. Porque te amo a ti, a ela, à outra e àquela, e a todas as mulheres que não conheço, e que por acasos do destino, por força do desconhecido, se cruzam comigo. Não… o que sinto por ti não é e não poderá ser amor. Nunca. Nunca enquanto te desconhecer. Antes uma vontade, um interesse, que não importa se pouco ou exageradamente fundamentado, de te conhecer. Desse facto, não me esqueço.
Ontem fiquei a saber que sorris fácil e constantemente na presença de outro coração que te conquistou. Sabia da minha entrada tardia no cruzamento do teu olhar, no encontro do teu sorriso… no toque da tua pele. E se me custou bastante, na noite de ontem matar a minha esperança, hoje acordo com o coração apertado, e com uma vontade súbita de escrever. Apenas o atraso do meu trabalho me permite fazê-lo agora. Se o objectivo último do amor, é proporcionar este á outra metade, é sentir em ti a felicidade, não estará já consagrado o fim para o qual desejava eu ser o meio??? A única diferença é que sendo eu o meio, a felicidade teria continuamente dois rostos… assim apenas um.
Esta é sem dúvida a parte mais difícil, a de resistir ao desconhecido. Porque uma pergunta ecoa no meu cérebro: será que a felicidade contínua está por detrás desse sorriso de criança? Acredito que sim. Mas, e se não estiver… E se depois de um café, uma água, toda a imagem que de ti criei for falsa, ou antes, simplesmente diferente? Não tenho que desesperar ou entristecer. Como diria, GGM, não chores porque se acabou, sorri porque aconteceu. E o que aconteceu foi que me apaixonei pela menina das docas… seja ela quem for!!!
Aconteça o que acontecer, tendo ou não oportunidade para desfrutar de um cappuccino, escutando uma das músicas das nossas vidas que passam na rádio já rouca, o importante é a felicidade. E o que me magoa não é a minha infelicidade, não é ter chegado tarde, mas simplesmente ainda não ter chegado, e desconhecer a hora a que vou chegar, se vou chegar. É esta falta de garantias, de perspectivas futuras e risonhas que me consome, como a nata consome o chocolate. Apenas a consistência da primeira e a doçura do segundo se poderão conjugar de forma perfeita ao nosso entendimento. Se assim não for, tudo em mim é dor, é sofrimento. São músicas que não tocam, palavras que não escrevo. Sorrisos que não tenho e aquela vontade de te conhecer, que perdi! Mas ainda imagino ser o chocolate e tu a nata que me acolhe lentamente no teu regaço e me envolve nos braços. Quero que aproveites toda a doçura do meu corpo, para seres feliz…

Sunday, November 12, 2006

Hoje voltei a percorrer sozinho
As ruas da cidade menina e moça
À procura do teu sorriso
Que encontro doente.
Teus olhos de criança encontro a chorar
E assim me sinto, a desesperar
Por não saberes
O quanto te quero amar
A cada minuto do tempo, para te cuidar
Mas que sinto a fugir
Por cada momento que contigo
Não estou
Sozinho.



Quero que saibas
Cada palavra que para ti escrevo
Quero que me escutes
Que me oiças e me entendas
Quando adeus não te digo
Quando não procuro o teu olhar
No desespero de não o encontrar

Viajo sozinho
Por entres vidas perdidas e almas entregues
Na procura de algo mais,
Da perfeição inalcançável
Da palavra correcta
Para descrever esse sentimento
Muito mais que imperfeito
Que desejo fazer-te sentir.

Senti-te hoje por uma vez
Procurar no meu olhar
A identificação do meu pensamento
Que cruzou por entre o teu corpo
Cada vez mais belo.
Assim te encontrei,
Hoje,
Ainda mais que ontem,
Linda e suave como uma sereia
Como uma brisa do mar
Uma rosa de jardim.

Teus cabelos apanhados
Apenas me despertam a liberdade
De os ter nas minhas mãos
E soltar
E todo esse perfume único libertar
E meu coração encher
Desse suave….


Quero-te ver melhorar
E tuas mãos tocar
Suavemente
Por entre o carinho dos teus pequenos dedos
Pela doçura da tua pele
Eu me embriago de vez
E quero ressacar
Para esse amor curar
A teu lado…

Saturday, November 11, 2006


Vivi algo tão bonito contigo…
Esta música que não toca mais
Não ecoa aqui perto
Dos meus ouvidos ou dos teus
E da pena que sinto
Por não teres vivido comigo
Este momentos que hoje sinto
E que amanhã
Minto
Se não te disser
Que penso em ti
Mais que hoje
Ainda mais que ontem.

Escrevo uma vez mais
Quando ao longe espero
A carruagem que te traga
Por entre paredes e jardins
Perto do mar, perto da luz
Que me ilumina.
Neste final de tarde na baía,
Nesta vila que hoje conheci
Na Bela cidadela que assim descobri

Aqui me sinto
E ali me sento com ela
No pensamento.
Será que minto
Apenas agora,
Ou apenas na mentira
Ou é esta mentira
Que um poema elabora?
Somente para te dizer
Que sim,
Sinto a tua falta, agora
E te imagino aqui e ali
A sorrir mais uma vez
Derretendo o gelo do meu corpo
Já molhado pela brisa do mar…


Olho no écran do meu pc,
Já cansado dos meus olhos
Por ti procurarem
Apenas por ti
Apenas aqui
Não te encontrando nunca
Olhando por mim
Esperando por mim
Aí,
Te quero encontrar
Teus lábios procurar
E teu olhar cruzar e perfurar
Até chegar nas profundezas do teu eu
Que quero meu!!

SUAVE ACORDAR


Penso em ti
E em cada traço do teu rosto
Na curva apertada do teu olhar
Eu me alheio do rumo
Traçado a régua e esquadro
Demasiado imperfeito na sua perfeição
Simplesmente alheio ao coração

Vejo-te ao longe, uma miragem
E acordo,
Sonhando acordar
E do teu lado estar
Uma carícia desfrutar
Quando teu beijo encontrar
Solto, livre, suave
Como uma brisa que encontra
O seu pequeno jardim
O seu grande tesouro

Oiço músicas na rádio
Vejo filmes na TV
Leio aqueles livros
Que mais ninguém lê
Com rimas fáceis
Piadas já antigas…
E sinto-me a envelhecer
Longe daqui

Quero-te encontrar
Mais uma vez
E no fundo dos teus olhos
Me perder
De amor apenas
E se à deriva me encontrares
Não foi por procurares
Ou por o destino desafiares
Mas apenas por amares
O teu lado esquerdo do peito.

Em cada vez que te penso
O teu sorriso me ilumina
Os teus olhos me prendem
Cor de sumo, de vitamina
Ou de um coração suspenso

E se continuar a escrever
Não me conseguirei lembrar
Que quero descansar
Para amanhã acordar
E em ti de novo pensar
Teus lábios, vou beijar
Tua pele, vou sentir
E Teu sorriso ouvir
E depois vou acordar

Para ir trabalhar

Thursday, November 09, 2006

Sempre escreveste ontem?
Não. Não escrevi e não escrevo
Ontem, hoje e amanhã.
Escrevo agora, só agora. Já
Agora, porque só agora
Este papel aceita a escrita.

Escrevo por mim, para ti.
Apenas para ti
Que és alguém e ninguém
És tudo, és nada
És o que não fui, o que não sou
És tu e apenas para ti
Escrevo.
És tu, apenas tu que lês
Qualquer poema aqui escrito
Não o repito
As palavras não se repetem
Neste espaço vazio
De ideias e sensações
Medos e corações
Partidas e chegadas
Mais longe e mais perto
Num acordeão de melodias
Que tocam baixinho

Mas que merda
Este vento forte
Que me leva as ideias
As palavras as sensações
Que me leva tudo, me leva nada
Sempre escreveste ontem?

Não foi ontem que escrevi
As palavras que ouviste
Da boca da beleza
Na voz da certeza
Que são tuas
Que são minhas


...

to be continued...

Monday, June 19, 2006

"Gostas de aparecer nas festas. És como os patos bravos... Por volta da meia noite, mais coisa menos coisa, lá apareces de sorriso largo e bem disposto. Andas sempre bem disposto. A vida deve correr-te bem!!! Mas ontem apareceste um pouco mais cedo. Foi por volta das oito! Mal alimentado e bem bebido, deste à costa sem ser convidado, e de repente, lá me arrastaste contigo. Fomos os dois para casa. Querias conduzir, né que querias, mas não deixei!!! Levei-te a casa onde ultimamente te deixo a dormir. Eram apenas 9 da noite... Chateavas-me para sair, porque estavas desidratado - dizias!!Dei-te um soco e pûs-te a dormir! Hoje acordei com o olho negro!!!!"

Friday, June 16, 2006

Longe se situam os tempos
Onde esta coisa pura e bela
Que em torno de um remoinho
Circula num barco à vela

Adormecido em tempos esteve
De um simples nada acordou
Leve como uma pena
Neste barco reembarcou

Nesta atmosfera queimada
Tu me foste acompanhando
Sem saber o que me espera,
Navego, vou sonhando!

Pela tua linda beleza
Eu me apaixonei
E neste lindo barco
À deriva continuarei

Esta é a pura beleza
É a tua beleza (pura)
Este é o reflexo dos meus olhos
Embelezados e ofuscados
Por tão nobre sentimento

Olhos que refletem
A beleza e o brilho
Que me ofusca, me ilumina
E fascina
Me despedaça e me pica
E que me fura o coração
E uma brisa se levanta
Suave... leve...
Pura... livre
Livre como o ar que sai do balão.

Tu és a luz que me ilumina
Nos meus sonhos perdidos
Onde me perco na procura
Da paz, da pomba...
De uma pomba branca e bela

Este é outro pedaço de mim
Que hoje está feliz
Finalmente me libertei...
Os meus olhos encontrei...
Obrigado
Estou a ficar cansado
Falta pouco para dormir

Apenas me falta agradecer
A este carreiro alcatroado
Que noite após noite
As pernas me vai libertando
E os pensamentos movimentando
Nele sonho e acordo
Agarrado ao sonho
Com o qual (por vezes) não sonho

Nele aprendo e reflito
Penso e medito
Corro e camino
E me encontro novamente
Perdido a pensar em ti
Neste carreiro ensombrado
Ténue e embriagado
Pelo brilhante nevoeiro

E para começo do recomeço
Não está nada nada
Está um pouco muito
Talvez mais que um pouco
Talvez menos que muito

Agradeço à frutinha
Que me embriaga a censura
E liberta a minha alma
Aquecendo esta veia
Com beleza pura (a tua)

Este é o material recalcado
Que agora se liberta para nos ouvir
Os comentários belos ou retraídos
Dependentes de amor

Agora sonho,
Já está na hora
De sonhar
Num sonho real...

Wednesday, June 14, 2006

Olharakisses

Já dizia o velo ditado: "Deitar cedo e cedo erguer (ao lado de uma bela dama) dá saúde e faz crescer!!!" Mr Wine Dixit